sábado, 26 de novembro de 2011

No dia 25 de Novembro de 2011 no Centro Educacional Cenecista Pe. Ibiapina foi realzada a V CNECIÊNCIA CNECULTURA com apresentações de trabalho com diversos temas abordando todas as areas do conhecimento e promovendo a cidadania e o bem comum entre os alunos, professores e visitantes.
Abaixo algumas fotos do Planetário Albert Einstein Desvendando o Universo








terça-feira, 8 de novembro de 2011

RIO - Numa daquelas raras ocasiões em que a montanha vem a Maomé, astrônomos do mundo inteiro estão acompanhando com atenção a aproximação do asteroide 2005 YU55, que vai passar de raspão pela Terra na noite desta terça-feira. Com cerca de 400 metros de diâmetro, ou do tamanho do Pão de Açúcar, essa grande rocha espacial chegará a cerca de 320 mil quilômetros do planeta às 21h28 (horário de Brasília), viajando a uma velocidade relativa de mais de 68 mil quilômetros por hora. Embora passe a uma distância menor do que a até a Lua, não há risco de colisão.

Imagem de radar da Nasa mostra o asteroroide 2005 YU55 no dia 7 de novembro, quando ele estava a 3,6 distâncias lunares, ou cerca de 1,38 milhão de quilômetros, da Terra. Foto: Nasa

Calcule os resultados de impactos na Terra

Na noite desta segunda-feira, a Nasa divulgou novas imagens do asteroide captadas por suas antenas em Goldstone, Califórnia. Elas mostram o YU55 quando ele estava a 3,6 distâncias lunares, ou 1,38 milhão de quilômetros, da Terra.

A visita do asteroide é uma ótima oportunidade para os cientistas aumentarem seus conhecimentos sobre esse tipo de objetos, alguns deles verdadeiros fósseis da formação do Sistema Solar, há cerca de 4,5 bilhões de anos. Classificado como do tipo C, o YU55 é composto basicamente de mineirais a base de carbono. Isso faz com que ele seja muito escuro, dificultando sua observação direta durante a aproximação da Terra, o que só será possível com telescópios com objetivas de pelo menos 15 centímetros de diâmetro. Por outro lado, sua composição o torna uma atraente fonte de recursos em futuros projetos de exploração espacial.

Nos últimos anos, diversas sondas espaciais tiveram e têm como objeto de estudo asteroides, inclusive com planos da Nasa de realizar uma missão tripulada com destino a um deles na década de 2020. Lançada em 2005, a sonda Rosetta, da Agência Espacial Europeia (ESA), passou em 2008 pelo asteroide 2867 Steins, de diâmetro médio de cinco quilômetros, e no ano passado encontrou-se com o 21 Lutetia , uma imensa rocha com mais de 120 quilômetros de extensão em seu eixo maior. Agora, a Rosetta está hibernando a caminho de seu destino final, o cometa 67P/Churyumov-Gerasimenko, o qual deverá acompanhar a partir do início de 2014 desde que ele passar entre a órbita de Júpiter e Marte até o fim de 2015, quando já estiver se afastando do Sol.

Já a sonda Hayabusa ("Falcão peregrino"), da Agência Espacial do Japão (Jaxa), partiu da Terra em 2003 rumo ao asteroide 25143 Itokawa, pela primeira vez recolhendo amostras de um asteroide e retornando-as ao planeta, que chegaram no ano passado . Enquanto isso, a sonda Dawn ("Aurora"), da Nasa, atualmente encontra-se em órbita do asteroide Vesta , o segundo maior do cinturão entre Marte e Júpiter, com 530 quilômetros de diâmetro, e em meados do ano que vem deve seguir viagem rumo ao Ceres, o maior do cinturão.

A última aproximação de um grande asteroide como o YU55 da Terra, porém, aconteceu em 1976 e nova visita só está prevista para 2028, quando o 2001 WN5, com diâmetro estimado entre 700 metros e 1,5 quilômetro, deverá chegar a 250 mil quilômetros do planeta. Segundo Alexandre Cherman, astrônomo da Fundação Planetário do Rio de Janeiro, o YU55 não seria um destino viável para missões espaciais, pois sua descoberta recente, em 2005, não daria tempo para o planejamento e lançamento de uma nave, que leva em torno de dez a 15 anos. Além disso, só no ano passado a trajetória dele nesta aproximação foi determinada com certeza.



Leia mais sobre esse assunto em
http://oglobo.globo.com/ciencia/mat/2011/11/08/astronomos-aproveitam-passagem-de-asteroide-de-raspao-pela-terra-para-estudar-objeto-925753338.asp#ixzz1d9FlhZDi
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sábado, 3 de setembro de 2011

2005 YU55: um asteróide de 400 metros vai passar entre a Lua e a Terra em novembro de 2011


No final do ano, em 8 de novembro de 2011, o asteróide 2005 YU55 se aproximará da Terra a uma distância inferior a Lua em relação ao nosso planeta. É importante lembrar que nós já tínhamos dado uma boa olhada neste NEO (sigla para NearEarth Object – Objeto Próximo da Terra) no ano passado: foi em abril de 2010 que o radiotelescópio de Arecibo em Porto Rico capturou uma imagem precisa deste objeto.

Esta imagem feita através de radar do asteróide 2005 YU55 foi gerada a partir de dados coletados em abril de 2010 pelo radiotelescópio de Arecibo em Porto Rico. Crédito: NASA/Cornell/Arecibo.

Esta primeira visão de 2010 foi proveitosa para que os cientistas imediatamente calculassem e provassem que não há risco algum de impacto de 2005 YU55 com a Terra nos próximos 100 anos. Embora a imagem por radar não pareça tão nítida aos nossos exigentes olhos, devemos ter em mente que se trata de um corpo com apenas 400 metros de diâmetro de formato esférico, como podemos ver na imagem acima capturada pelo radiotelescópio de Arecibo, com resolução de 7,5 metros-por-pixel.

O radiotelescópio de Arecibo de 310 metros foi usado para capturar uma imagem do asteróide 2005 YU55 em abril de 2010. Crédito: H. Schweiker/WIYN & NOAO/AURA/NSF

Assim, a próxima passagem do asteróide se dará em 8 de novembro de 2011 quando o NEO 2005 YU55 passará a uma distância mínima de 325.000 quilômetros (menos que o tamanho da órbita Lua X Terra – 384.400 km). Nesta oportunidade estaremos aprendendo muito mais sobre este visitante cósmico. Barbara Wilson do JPL (Jet Propulsion Lab – NASA) destaca que agora nós estamos bem melhor equipados para monitorar e conseguir informações importantes deste fenômeno:

Embora anteriormente tenham havido objetos próximos a Terra (NEOs) que passaram bem perto da Terra, em distâncias inferiores a da nossa Lua, nós não tínhamos conhecimento prévio e tecnologia suficientemente avançada para usufruir das vantagens proporcionadas por esta aproximação. Quando o asteróide 2005 YU55 nos visitar, este deverá nos fornecer uma grande oportunidade para que os instrumentos científicos na superfície da Terra dêem uma boa examinada neste objeto.

A imagem de Arecibo foi capturada a partir de uma distância de 2,3 milhões de quilômetros, sete vezes maior do que iremos observar no rasante de 8 a 9 de novembro de 2011. Esperamos assim durante o ‘flyby’ obter uma maior resolução visual, da ordem de 4 metros por pixel. O observatório recentemente reformado Deep Space Network facility em Goldstone, Califórnia, deverá produzir imagens com grande nível de detalhe, ajudando-nos a compreender a sua taxa de rotação e notar características do relevo da superfície.

Antena de 70 metros do 'Goldstone Deep Space Communications Complex' localizado no deserto de Mojave na Califórnia, que será utilizada em novembro para rastrear o asteróide 2005 YU55.

Uma imagem mais abrangente será trabalhada pelos observatórios de Goldstone e Arecibo, auxiliados por observações no visível e no infravermelho de uma gama de outros telescópios que serão alocados para esta campanha de observação. Espera-se que este esforço permita aos astrônomos elucidar a composição mineral deste asteróide. Wilson comentou:

Trata-se de um asteróide tipo-C e tais objetos são representativos dos materiais primordiais da época em que o nosso Sistema Solar se formou. Este vôo rasante (“flyby”) será uma excelente oportunidade para testarmos as hipóteses anteriores, bem como avaliarmos a maneira pela qual nos documentamos e qualificamos quais asteróides deveriam ser os mais apropriados para uma futura missão humana a um destes objetos.

Além disto, é interessante notar quão efetivas são as observações de asteróides feitas via radar. Até agora os observatórios de Goldstone e Arecibo já acompanharam com sucesso cerca de 272 NEOs (asteróides próximos a Terra) e 14 cometas via radar. Além disso, embora o radiotelescópio de Arecibo seja 20 vezes mais sensível que o de Goldstone, o prato do radiotelescópio de Arecibo é fixo enquanto que o de Goldstone é móvel, o que representa uma vantagem extra pois Goldstone pode acompanhar o movimento dos objetos rastreados por um tempo maior ao longo do dia e capturar suas imagens em uma resolução espacial refinada.

Não obstante, a visita do 2005 YU55 em novembro de 2011 será bem trabalhada pela comunidade astronômica e servirá para incrementar nosso conhecimento sobre os asteróides próximos e esclarecer detalhes sobre sua composição química.

Animação da trajetória do asteróide 2005 YU55 delineando sua trajetória provável em 8 a 9 de novembro de 2011. Crédito: NASA/JPL-Caltech.

Trajetória desalinhada…

No diagrama abaixo vemos a trajetória do asteróide em relação ao plano da eclíptica do Sistema Solar. Nota-se que a trajetória do asteróide não cruzará a órbita do sistema Terra-Lua, daí o baixo risco de colisão com nosso planeta no futuro próximo.

terça-feira, 21 de junho de 2011


Desde que foi lançado, em 2003, o Telescópio Espacial Spitzer, da agência espacial americana (Nasa), tem registrado belas imagens do espaço.

Em órbita ao redor do sol, o telescópio de US$ 800 milhões tem instrumentos que coletam radiação infra-vermelha emitida por nebulosas, estrelas e galáxias.

Entre as mais recentes imagens captadas pelo Spitzer e divulgadas pela Nasa está a da nebulosa do "anel esmeralda".

O brilho verde do anel em torno da nebulosa RCW 120, localizada a 4,3 mil anos-luz da Terra, não pode ser visto pelo olho humano, mas representa a luz infra-vermelha vinda de minúsculos grãos de poeira chamados hidrocarbonetos aromáticos policíclicos.

Em outra imagem feita pelo Spitzer, é possível ver detalhes de um berçário de estrelas localizado dentro da constelação de Órion.

Uma montagem feita com informações coletadas pelo telescópio Spitzer e pelo Galaxy Evolution Explorer também revelou três exemplos de colisões entre galáxias.

Inicialmente, esperava-se que o Spitzer operasse por apenas 30 meses, já que seus instrumentos precisavam ser resfriados por hélio líquido e os cientistas acreditavam que a substância acabaria em 2006.

Na verdade, o hélio do telescópio durou até maio de 2009, quando a maior parte de seus instrumentos teve de ser desligada.

Uma câmera, no entanto, continua a operar e a registrar o universo em infra-vermelho.